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 FX-2 em fase final

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VF-1_Jagua
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MensagemAssunto: FX-2 em fase final   Qui Out 02, 2008 4:00 pm

O Brasil já escolheu os 3 candidatos finalistas à caça multi-função da FAB.
Vide notícia no Defesanet.

São eles:
1 - BOEING (F-18 E/F SUPER HORNET),
2 - DASSAULT (RAFALE) e
3 - SAAB (GRIPEN NG).

O Su-35 da Suckoy ficou de fora e há comentários que foi por pressão dos EUA, já que a Venezuela está em uma campanha antiamericanista assumida, adquirindo grandes quantidades de armamento Russo e permitindo que os Russos utilizem a Venezuela como base "no quintal dos EUA", como fez outrora com Cuba.

Embora não seja uma crise tão acirrada quanto a crise dos mísseis de Cuba décadas atrás, não deixa de ter sua importância no cenário atual, em que os EUA querem instalar uma "cortina" de mísseis de proteção na Europa Oriental e a Rússia manda seus bombardeiros supersônicos estratégicos pousar na América Latina.

O Brasil já está em negociação para a compra de helicópteros russos de ataque e a substituição de toda a frota de caças para equipamentos russos seria considerada pelos EUA como um "alinhamento" com a Venezuela. Este também seria o motivo do aparecimento do Super Hornet como finalista.

A pressão dos EUA é velada, mas poderia incluir a limitação no fornecimento de material para Embraer, por exemplo, que utiliza motorização e equipamentos de origem americana em seus aviões.

Mais informações podem ser obtidas no site da Defesanet.

É bom lembrar que o ministro Jobim, depois de visitar pessoalmente os países envolvidos na licitação, afirmou que uma aliança estratégica de desenvolvimento na área de defesa está sendo feita com a França, já que não conseguiu total comprometimento dos outros governos com a "transferência de tecnologia" exigida pelo governo brasileiro.

Esta aliança deve ser firmada até o final do ano e incluí o desenvolvimento do tão falado submarino nuclear brasileiro.

Considerando-se os requisitos brasileiros para a seleção do caça chegamos a conclusão que o F-18 já estaria fora do páreo por um motivo simples: não teríamos garantia do fornecimento de armas modernas (BVR) pelos americanos e não teríamos como alterar o software do computador de combate para poder anexar outras armas. Em suma, estaríamos na mão do Tio Sam.

O Gripen, apesar de ser um excelente avião, também utiliza muitas tecnologias de origem americana e que estão sob controle do governo americano. Isto pode limitar muito a "transferência de tecnologia", embora já tenha integração com os mísseis BVR Derby, utilizados no Brasil. Outro fator preocupante seria a questão da autonomia x capacidade de armamento, já que é um avião pequeno, com um número reduzido de "hard-points" em cuja utilização de tanques externos diminuiria muito a carga útil do mesmo.

Resta-nos então o Rafale. Um caça moderno, pequeno, leve (10000Kg) mas com grande autonomia e capacidade de carga (9000Kg - pouco mais que os 8000Kg do SU-35), distribuida em 14 "hard-points". Tem armamento, aviônicos, computadores, turbinas, sistemas de proteção e comunicação, radar, enfim, todos os sistemas de origem francesa. Nada americano ou russo.

O radar (RBE2) é um dos melhores do mercado, capaz de acompanhar 40 alvos e engajar 8 alvos ao mesmo tempo, podendo, inclusive, atacar alvos terrestres enquanto acompanha alvos aéreos (ainda não soube de nenhum outro radar com esta capacidade). O sistema de defesa, além de todas as características normais já encontradas em outros caças, aparentemente inclui interferência ativa com cancelamento de onda. Isto seria um interferidor que analisa em tempo real os sinais emitidos pelo radar inimigo e reenvia os mesmos sinais, só que defasados, de forma a anular o eco deste sinal (e não simplesmente atrasar ou gerar ruido como os outros sistemas), tornando o avião eletronicamente invisível. Este tipo de interferidor, embora seja tecnicamente possível, é extremamente complexo e a própria Thales, fabricante do sistema Spectra do Rafale, não confirma nem desmente a existência deste tipo de jammer. Não é de se admirar!

Com o Rafale podemos aproveitar as instalações e técnicos que já temos para os sistemas do Mirage, além de alguns armamentos, como o Exocet, já largamente utilizado pela Marinha e o Matra Magic e Sidewinder, utilizados (nem tanto mais) pela FAB. Com a abertura do software (se houver) poderemos integrar todos os outros armamentos.

Outra grande vantagem do Rafale é que ele, na sua versão naval (M), é compatível com o São Paulo, podendo substituir também os A-4 da Marinha. Tanto que todos os testes de pouso e decolagem do protótipo naval foram feitos no Foch (atual São Paulo). Isto graças ao seu pouco peso. A capacidade da catapulta do São Paulo é de 20000Kg, isto é, um Rafale armado e abastecido. O tamanho do Rafale também é compatível com os elevadores do Foch.

O único grande problema do Rafale é o preço: 70 milhões de euros. Praticamente o dobro do SU-35. Mas, no momento, é o que temos disponível.

Logo, a não ser que haja uma reviravolta titânica, o vencedor do FX-2 já está escolhido: Rafale.

[]s,
Jagua.
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VF-1_Falcon
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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Sex Out 03, 2008 11:18 pm

Jagua, tenho acompanhado também essa questão, e acredito que, além da questão política, fatores determinantes para exclusão do Su-35 tenham sido a péssima logística russa para distribuição de peças e a maior durabilidade histórica dos caças ocidentais frente aos modelos russos/soviéticos. Inclusive esses aspectos também tem sido levantados em alguns fóruns e blogs, e ainda não se sabe se a Russia realmente acenou com a possibilidade de transferência de tecnologia.

O Brasil quer um parceiro comercial/militar que transfira tecnologia, que possa fornecer, além do Know How, reposição de peças e eventuais upgrades, por um prazo de ao menos 35 anos. A História reza que a Rússia não impõe essa confiança, inclusive em casos recentes como no desenvolvimento conjunto do tanque T-90 com a India, com quebras de acordos e atrasos na entrega.

Por outro lado, alguns especulam, e eu acho que pode ser por aí, que a presença do F-18 E/F Super Hornet na fase final não seja meramente figurativa. Com a situação de penúria da FAB, a idéia de um caça de quarta geração para reequipar a Força a partir de 2015/2017 não faria muito sentido, visto que a necessidade é imediata (até lá o desenvolvimento de caças de quinta geração tende a estar em pleno vapor) e ainda mais com as recentes aquisições do Chaves (tinha que ser o Chaves!), a descoberta do pré-sal e outras questões de soberania nacional.

A Boing já acenou com a possibilidade de fazer transferência de tecnologia (isso se o Congresso de lá permitir) e é a única que pode entregar as aeronaves num curto período. Os EUA podem impor algumas restrições de uso na transferência, mas tendem a incluir também alguns off-sets (fragatas para a MB, helicópteros, etc), e provavelmente tem o interesse de criar um contra-peso na região em vista da crescente presença russa e das ameaças do Chaves. Como já trabalham com tecnologia mais avançada (JSF e F22 Raptor), não acredito que criem empecilhos nessa transferência, e não acho que, pelas especificações, estaria numa fase final de FX-2 apenas pelo vetor em si.

Enfim, se fosse apostar minhas fichas, colocaria o F-18E/F como vencedor do FX-2, porém a França como grande parceira nas demais áreas de interesse estratégico, entre elas a questão dos Subs Scòrpene/Marlin, fragatas classe FREMM, dos helicópteros de transporte 725 e áreas aero/espacial. Também acho que sobra inclusive pros russos, com os helicópteros de ataque, e aquele projeto russo de posicionamento global concorrente do GPS.
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VF-1_Jagua
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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Dom Out 05, 2008 12:04 am

Falcon,

Não descarto a possibilidade da presença do Hornet entre os finalistas ser por mérito e não simplesmente pressão, mas duvido que o governo, e principalmente o senado, americano aprove qualquer transferência de tecnologia para o Brasil. Os Super Hornet's americanos já possuem radares AESA, assim como alguns F-15, o futuro F-35 e o próprio F-22. O radar do Rafale (RBE2) é do tipo PESA, que embora seja muito superior aos radares mecânicos que existem em quase todos os caças da atualidade (inclusive nos caças russos), é de uma tecnologia anterior aos radares americanos. Mas já está em testes um radar AESA francês, que segundo informações do fabricante, seria igual ou superior ao AESA americano. A questão é que, com certeza, os Hornets fornecidos ao Brasil não teriam estes radares e devem vir com radares convencionais.

Vamos ver o caso do Chile, que embora tenha comprado F-16 novos Block 52, estes vieram com radares limitados e os mísseis BVR comprados ficaram "guardados" nos EUA. Estes só foram liberados, em número reduzido, quando a Venezuela recebeu seus mísseis BVR da Rússia.

Este é o tipo de política dos EUA para com os seus aliados na AL. Não creio que o Brasil concorde com estas condições. Já temos os mísseis BVR Derby israelences, que foram comprados em segredo para que não houvesse interferência de terceiros (leia-se EUA) nas negociações. E a integração destes mísseis para o Hornet teria que ser programada, já que ele só tem a opção de utilizar o AIM120 como míssil de médio alcance. Isto certamente seria um complicador, pois também duvido que os EUA liberem o código fonte dos computadores do F-18 para os brasileiros fazerem esta integração.

Por tudo isto, continuo achando que o escolhido será o Rafale, mesmo sendo o mais caro dos três e levando mais tempo para ser entregue. Por outro lado, é estratégico para a França que o Rafale tenha um grande contrato de exportação, pois isto irá acelerar a conclusão da versão F3 e inaugurar o comércio do mesmo fora da França. Creio que este é um dos fatores que estão influenciando a França para ser mais "flexível" com relação à transferência de tecnologia e às parcerias com o Brasil na área de defesa.

Um outro seria, possivelmente, o fato do Brasil ser um dos países do bloco das potências econômicas emergentes (BRIC).

[]s,
Jagua
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VF-1_Valdez
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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Qua Out 15, 2008 12:37 am

Tomara q seja o Rafale. Pq o Gripen é furada.
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VF-1_Falcon
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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Qui Out 16, 2008 8:16 pm

Valdez escreveu:
Tomara q seja o Rafale. Pq o Gripen é furada.

Até que não, Valdez. Mas...


Última edição por VF-1_Falcon em Qui Out 16, 2008 9:27 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Qui Out 16, 2008 9:26 pm

Valdez escreveu:
Tomara q seja o Rafale. Pq o Gripen é furada.

A versão do Grippen é a NG, que é uma versão melhorada, principalmente com relação à propulsão. O problema é que seus componentes mais sensíveis são americanos, o que pode ficar, em uma eventualidade, sujeito a embargos. Se houvesse uma liberção do código-fonte (para integração com mísseis BVR russos), quem sabe...

O que estraga o Super Hornet é que ele provavelmente não viria com a transferência de tecnologia (sendo sua presença na reta final mais um afago no ego dos EUA e um tapa na cara da Rússia. A Boeing jura que transfere!), senão seria o melhor, tendo em vista ser o único com entrega quase imediata (o prazo especificado no FX2 para entregas entre 2014 e 2015 é surreal, até lá a função de interceptação na FAB ficaria comprometida, um prato cheio pra Venezuela, Chile, etc) e o único deles já exaustivamente testado em combate. E o Super Hornet não tem nada a ver com o FA-18, é praticamente outra aeronave, de 4.5a geração.

Dos que se apresentam, o melhor é o Rafale mesmo, mais pela questão da transferência de tecnologia, desde que seja entregue logo, pois em 2015 os primeiros caças de 5a geração devem estar saindo do forno, e não justificaria uma incorporação dessa aeronave à FAB à época. Em 2015 o Rafale será um mico.
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VF-1_Valdez
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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Sex Out 17, 2008 7:29 pm

O problema do Gripen Falcon não é a tecnologia e sim o alcance. O Gripen em relação aos demais é o q possui o menor.
Ter o Gripen em Anápolis é a mesma coisa que ter o F-103BR com tecnologia de ponta.
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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Sab Out 18, 2008 1:44 am

Valdez escreveu:
O problema do Gripen Falcon não é a tecnologia e sim o alcance. O Gripen em relação aos demais é o q possui o menor.
Ter o Gripen em Anápolis é a mesma coisa que ter o F-103BR com tecnologia de ponta.

Realmente a questão do alcance do Gripen, apesar da melhor propulsão, ainda seria um problema. Apesar do que, pelas novas diretrizes de Defesa e pelo que eu li recentemente, as regiões que devem receber mais investimentos, e provavelmente onde se concentrará o maior aparato de defesa, é no litoral, em especial Rio de Janeiro e proximidades (área do pré-sal e região da primeira frota), Bahia e Natal (locais das possíveis segunda e terceira frotas da MB), e a Região Amazônica, áreas mais sensíveis no que diz respeito a interesses econômicos e estratégicos.

Então acredito na criação de outras instalações militares mais próximas dessas áreas, a exceção seria Santa Cruz e Natal, já existentes. No que diz respeito à MB serão criadas bases navais nessas regiões, bem como uma base naval no RJ, próxima ao Porto de Sepetiba, que ficará responsável pelos subs convencionais e futuramente os nucleares.

Vou parar por aqui que já misturei demais os canais... Laughing


Última edição por VF-1_Falcon em Ter Out 21, 2008 1:23 am, editado 2 vez(es)
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VF-1_Jagua
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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Seg Out 20, 2008 7:38 pm

Sobre o Gripen:

Vantagens:
- O mais econômico dos 3 (em 30 anos os custos de operação ficarão quase pela metade dos demais);
- O que tem cockpit mais moderno (só mostra o que interessa);
- Já tem integração com HMD;
- Já vem com 2 datalinks: o 16 da Nato e um exclusivo de combate (antes de decolar você já tem o alvo no display radar);
- Já tem integração com os mísseis BVR comprados pelo Brasil (Derby).

Desvantagens:

- Numero de pilones: 7 (o Rafale tem 14);
- Carga bélica: 5 tons (o Rafale tem 9 tons);
- Não tem opção naval.

O Gripen é um avião extraordinário! A questão é se vai atender as nossas necessidades.

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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Ter Out 21, 2008 1:17 am

Estava lendo a pouco no Alide duas entrevistas, pré e pós short-list, com o Bob Gower, vice-presidente da Boeing para a linha de produtos F-18, a respeito do Programa FX-2, da escolha desta aeronave para a fase short-list e o que se pode esperar a respeito de itens sensíveis do RFP (Request for Proposal), como transferência de tecnologia, tecnologias envolvidas no pacote, instalação de datalink local, etc. Apesar de alguma reserva em passar certas informações, até em função do aguardo do RFP, ele afirmou que o Super Hornet foi ofertado dentro do formato Foreign Military Sales (FMS), ou seja, apesar dos aspectos desta fase serem de interesse Governo/Empresa, caso este seja o escolhido num segundo momento as relações seriam Governo/Governo, com todo o apoio dos EUA.

Opinião pessoal minha: supondo que tudo isso não seja apenas engodo americano, os três finalistas tem muitos pontos fortes e poucos defeitos, e talvez aquela teoria sobre a escolha do Rafale com a conivência dos EUA seja furada. Vejo o Super Hornet como concorrente de peso e com a benção de Washington DC.

Segue abaixo as duas entrevistas realizadas:

http://www.alide.com.br/joomla/index.php/component/content/article/36-noticias/143-bob-gower-boeing

http://www.alide.com.br/joomla/index.php/component/content/article/36-noticias/157-boeing-fx2-2
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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Qui Out 30, 2008 6:46 pm

Achei a oferta do Super Hornet muito benevolente por parte do Tio Sam. benevolente até demais. Foi uma frescura dos diabos nos anos 80 e 90 por causa dos F-16 e agora do nada nos oferecem a ponta de lança deles? Muita boa intenção deles não acham?

Eu prefiro o Rafale até pq possui opção naval o que para nós é vantagem.
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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Sab Nov 01, 2008 9:26 pm

VF-1_Valdez escreveu:
Achei a oferta do Super Hornet muito benevolente por parte do Tio Sam. benevolente até demais. Foi uma frescura dos diabos nos anos 80 e 90 por causa dos F-16 e agora do nada nos oferecem a ponta de lança deles? Muita boa intenção deles não acham?

Eu prefiro o Rafale até pq possui opção naval o que para nós é vantagem.

Não é questão de benevolência, o item de transferência de tecnologia é um dos pontos chave do FX-2. Eventualmente os EUA podem até tirar o corpo fora como tem feito no desenvolvimento do JSF, fato que faz até a paga-pau oficial (Inglaterra) cogitar retirar o time de campo.

Mas se a Boeing ainda está correndo na prorrogação não creio que seja apenas pra fazer uma média com os EUA. Pode não vencer, mas se fosse um engodo já teria sido limada antes da short-list.

Pelo andar da carruagem chego à conclusão que o Governo aguarda o meu Fluminense ser pentacampeão mundial pra aí sim tocar o FX-2. Laughing
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VF-1_Jagua
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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Seg Nov 03, 2008 6:46 pm

O Governo já mandou o RFP (Request For Proposal) detalhado na sexta passada. Os finalistas tem que entregar a proposta cobrindo todas as condições estipuladas no projeto até início de fevereiro. Daí os técnicos tem até o final do ano (2009) para dar o veredito final. Por enquanto o cronograma está sendo seguido.

Pelos comentários que tenho lido na Internet, os EUA só concordaram com as condições do FX-2 por receio de um aumento do arsenal russo na América Latina (daí também o motivo da retirada do SU-35 dos finalistas). Se realmente a Boing ficar autorizada a fornecer tecnologia, então o Hornet se torna um concorrente de peso.

Senão, ainda fico com o Rafale, que é menor, mais leve, carrega mais armamento e tem mais autonomia que o Hornet, além de ser compatível com o São Paulo.

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MensagemAssunto: Re: FX-2 em fase final   Sex Nov 14, 2008 2:19 am

Que venha o Rafale então
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MensagemAssunto: Brasil Escolheu F-18 e Adentra F-35 de 5ª Geração?   Sex Dez 05, 2008 11:15 pm

Mídia : Estado de São Paulo
Data : 04/12/2008

Jobim fala com secretário dos EUA
Patrícia Campos Mello

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reúne-se hoje com o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, para discutir cooperação militar. Deve entrar na pauta também a compra de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). Gates será mantido no cargo pelo presidente eleito Barack Obama.

Jobim irá à Agência de Segurança de Tecnologia de Defesa, que cuida das garantias na transferência de tecnologia militar para outros países.

O governo do Brasil pretende gastar até US$ 2,5 bilhões na compra de 36 caças, um negócio que pode chegar a 150 aviões no longo prazo. Entre os finalistas analisados pelo Ministério da Defesa estão caças americanos (F-18 ), franceses (Rafale) e suecos (Gripen).

Os suecos e franceses não impõem restrições à transferência de tecnologia, uma exigência brasileira, mas os americanos resistem a isso, por força de lei.

Nossa Opinião (site DefesaBR.com/blog): Brasil Escolheu F-18 e Adentra F-35 de 5ª Geração?

Essa notícia já foi tratada pela Folha hoje como se fossem favas contadas e o Brasil já tivesse se decidido pela aquisição dos Super Hornets americanos.

A menos que tenha havido alguma reviravolta, esta compra só deverá sair lá pelo fim de 2009. As questões de transferência de tecnologia americana não dependem somente do executivo deles, mesmo com Barack Obama assumindo a presidência em 20 de janeiro próximo.

Dependerá mais do que o congresso deles decidir sobre o Brasil. Isso se a FAB escolher o F/A-18 E/F. Ou será que a FAB ficará em segundo plano, sendo atropelada pela decisão política? Aí, teria que valer muito a pena.

De qualquer modo, seria interessante saber o que Jobim e Gates estariam discutindo em termos de “cooperação militar”. Este termo é tão vago, o Brasil tem cooperação com diversos países e suas Forças Armadas continuam à míngua há tantos anos.

Diz-se que Jobim estaria negociando a participação da Embraer e outras empresas nacionais na produção de componentes e caças de 5ª Geração (F-35 / F-22).

Provavelmente, no âmbito cooperativo, viria também um pacote imediato com muitos cacarecos usados em termos de navios, blindados e aeronaves. Não que isso não seja interessante, pois a nossa pressa é real, dado tanto descaso de décadas para com a Defesa. Mas que tudo seja bem equilibrado, olhando-se sempre para o nosso futuro e o só agora descoberto PD&I.

Há uns 5 anos, essa participação no projeto do F-35 foi oferecida a Embraer, que recusou porque o governo brasileiro não tinha qualquer interesse nisso à época (o país estava quase quebrado). Não haveria encomendas internas.

Como hoje o mundo e nossa antes calma América do Sul são outros, e o país também está em outro patamar (com ou sem crise), pode ser que os interesses entre Brasil e EUA estejam finalmente se encaixando na Era Obama.

Este mês de dezembro promete: Jobim nos EUA hoje, apresentação do Plano Estratégico de Defesa ao CDN prometida para o dia 11 e divulgação na semana posterior, visita do presidente Sarkozy para o dia 22, e Papai Noel para a noite de 24. Bom, o último sabemos que já está trabalhando e todo ano traz presentes sem alardes, já essas outras promessas… veremos !

Fonte: http://defesabr.com/blog/index.php/04/12/2008/brasil-escolheu-f18-e-adentra-f35-de-5a-geracao/
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